acenm·cdl

Sobre

Metodologia

O Observatório Econômico ACENM/CDL reúne, organiza e analisa indicadores provenientes de fontes públicas oficiais e bases próprias da ACENM/CDL, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre a dinâmica econômica de Nova Mutum.

1. Sobre o Observatório

Plataforma pública de inteligência econômica mantida pela ACENM e pela CDL de Nova Mutum.

2. Seleção dos Indicadores

Os indicadores são escolhidos pela relevância econômica local e pela disponibilidade em fontes oficiais.

3. Fontes Utilizadas

Fontes públicas oficiais e bases próprias da ACENM/CDL, listadas na página Fontes de Dados.

4. Periodicidade

Cada indicador segue a periodicidade de divulgação da sua fonte de origem.

5. Revisões dos Dados

Séries revisadas na origem são atualizadas na plataforma, preservando o histórico de publicação.

6. Indicadores Proprietários

Indicadores próprios da ACENM/CDL terão metodologia própria documentada nesta página.

7. Transparência Metodológica

Fonte, período de referência e data de atualização acompanham cada indicador publicado.

8. Empresas e Estabelecimentos

O CNPJ identifica cada inscrição cadastral. Chamamos empresa a raiz do CNPJ (os oito primeiros dígitos) e estabelecimento o CNPJ completo, de modo que uma empresa pode ter vários estabelecimentos. A matriz é o estabelecimento principal e as filiais são as demais unidades da mesma empresa. A situação cadastral (ativa, baixada, suspensa, inapta) define quais registros entram nas contagens de empresas ativas. O CNAE indica a atividade econômica principal e é usado para agrupar os estabelecimentos em setores. Como o cadastro é atualizado continuamente pela Receita Federal, aberturas, baixas e mudanças de situação podem ser revisadas em cargas posteriores, alterando levemente séries já publicadas.

8.1. Perfil do Estoque Empresarial

O perfil do estoque descreve como estão as empresas e os estabelecimentos hoje, na publicação oficial de referência, e não mede aberturas nem fechamentos. Dois universos são apresentados sempre separadamente e nunca somados. O universo de estabelecimentos ativos considera cada CNPJ completo com situação cadastral ativa no município e sustenta atividade econômica principal (CNAE), macrossetor, idade, bairro e a distinção entre matriz e filial. O universo de empresas com presença ativa no município considera cada raiz de CNPJ uma única vez, mesmo quando possui matriz e filiais em Nova Mutum, e sustenta porte, natureza jurídica, Simples Nacional e MEI; raízes de CNPJ indicam presença ativa no município e não equivalem a sedes. O porte e a natureza jurídica são exatamente os informados pela Receita Federal, sem inferência por faturamento, por atividade ou por condição de MEI, e as descrições de natureza jurídica vêm da tabela oficial. A condição de optante pelo Simples Nacional e de MEI vem do arquivo oficial do Simples; quando a raiz não possui registro nesse arquivo, a informação é exibida como “Sem informação” e nunca convertida em “não optante”. Simples e MEI não são somados, porque o MEI pode estar contido no Simples. Apenas o CNAE principal é utilizado, com descrição obtida na tabela oficial de CNAEs; códigos sem correspondência permanecem identificados pelo próprio código. Os macrossetores (Agropecuária, Indústria, Construção, Comércio e Serviços) são classificação auxiliar da ACENM/CDL derivada da divisão oficial do CNAE, e não uma classificação da Receita Federal. A idade é calculada da data de início de atividade até a data de referência da publicação, em faixas que não se sobrepõem, e estabelecimentos sem data válida ficam em “Sem informação”. Os bairros recebem apenas normalização mínima de espaços, caixa e acentuação; grafias semelhantes são apontadas como possíveis variantes, mas nunca unificadas automaticamente, e não há mapa, geocodificação nem densidade. Nesta etapa não são processados quadro societário, histórico de aberturas e baixas, mortalidade, sobrevivência, comparativo com outros municípios nem capital social como indicador. A exportação em CSV contém somente agregados, com publicação de origem, universo e método de classificação.

8.2. Dinâmica Cadastral Empresarial

A base utilizada é um retrato cadastral da publicação analisada dos Dados Abertos do CNPJ e não um registro histórico completo de eventos empresariais. Por isso a dinâmica é apresentada em duas medidas explícitas e no universo de estabelecimentos. Inícios de atividade registrados contam os estabelecimentos presentes na publicação segundo sua data oficial de início de atividade, independentemente da situação cadastral atual; não são “empresas abertas”, porque a mesma empresa pode ter vários estabelecimentos e porque estabelecimentos que iniciaram atividade e já não constam da publicação não podem ser recuperados. Baixas cadastrais identificadas contam apenas os estabelecimentos cuja situação cadastral atual é Baixada e cuja data da situação está registrada no período; as situações Suspensa, Inapta e Nula são acompanhadas separadamente e nunca somadas às baixas. A diferença entre inícios e baixas é divulgada como saldo de eventos cadastrais, cálculo próprio da ACENM/CDL, e não equivale à variação oficial do estoque empresarial do município, porque entradas e saídas por mudança de município, reativações, alterações de endereço anteriores e transições não registradas na publicação não são reconstruíveis. Meses cobertos pela publicação sem nenhum evento aparecem como zero; períodos fora da cobertura aparecem como ausência, nunca como zero. O ano da publicação é sempre identificado como parcial e comparado ao mesmo intervalo de meses do ano anterior. Os macrossetores seguem a mesma classificação auxiliar ACENM/CDL derivada do CNAE principal já usada no perfil do estoque, e a distribuição por matriz e filial deixa explícito que uma nova filial é um novo estabelecimento e não necessariamente uma nova empresa. As coortes mostram a situação atual dos estabelecimentos segundo o ano de início de atividade e não constituem taxa de sobrevivência ou de mortalidade empresarial. Os bairros de estabelecimentos com início recente referem-se ao endereço cadastral corrente, que pode diferir do endereço na data de início. Não são calculadas taxas que exigiriam estoque histórico inexistente, e a exportação em CSV contém somente agregados, com publicação de origem, tipo de evento e nota metodológica.

9. Mercado de Trabalho

Os dados de emprego formal têm como fonte os microdados oficiais do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, publicados mensalmente pelo PDET em três arquivos por competência: CAGEDMOV (movimentações da competência), CAGEDFOR (declarações fora do prazo) e CAGEDEXC (exclusões). Cada registro é atribuído à sua competência de origem, e as declarações fora do prazo e exclusões de competências anteriores são somadas ao mês a que se referem, de modo que a série é revisada a cada nova competência publicada. Admissão é a contratação com registro em carteira; desligamento é o encerramento do vínculo por qualquer motivo; o saldo é a diferença entre admissões e desligamentos. O salário médio de admissão considera apenas os vínculos iniciados no período, e o salário médio de desligamento apenas os vínculos encerrados. O estoque de vínculos formais ativos segue a metodologia oficial do MTE: parte do Estoque de Referência publicado pelo Ministério — atualizado anualmente com a RAIS e fixado em 47.110.663 vínculos no Brasil em dezembro de 2025, com detalhe por município e subclasse CNAE — e é encadeado pelos saldos mensais apurados, somados nas competências posteriores e descontados nas anteriores, sem alterar os saldos. Mato Grosso e Brasil são obtidos pela soma dos municípios do próprio arquivo oficial. Competências fora desse encadeamento permanecem sem estoque: ausência é exibida como ausência, nunca como zero. Rankings de salário só exibem atividades e ocupações com pelo menos cinco admissões no mês. As descrições de atividade seguem a classificação CNAE oficial do IBGE; os títulos das ocupações vêm do arquivo oficial cbo2002-ocupacao.csv do MTE, com 2.694 ocupações da CBO 2002, e códigos sem correspondência no dicionário oficial continuam identificados pelo próprio código. O Novo Caged é divulgado com defasagem de aproximadamente 30 a 45 dias. O comparativo regional usa exatamente as mesmas definições para os municípios cadastrados, com Mato Grosso e Brasil apenas como referência, e nunca como municípios em rankings ou médias. Todos os dados carregados são agregados: o Observatório não armazena nem divulga informações individuais de trabalhadores.

10. Comércio Exterior

As estatísticas de comércio exterior têm como fonte o Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com apuração mensal por município. Os valores são expressos em dólares dos Estados Unidos no critério FOB (free on board), que considera a mercadoria posta a bordo, sem frete e seguro internacionais; não há conversão automática para reais. Exportação é a venda de mercadorias ao exterior e importação é a compra de mercadorias do exterior. O saldo comercial é a diferença entre exportações e importações, e a corrente de comércio é a soma dos dois fluxos. O peso líquido é informado em quilogramas e apresentado em toneladas. Os produtos são agrupados pelo Sistema Harmonizado (SH), em que SH2 indica o capítulo, SH4 a posição e SH6 a subposição, do mais geral ao mais detalhado. O país de destino refere-se às exportações e o país de origem às importações, sempre conforme a declaração aduaneira. O valor médio por tonelada divulgado é implícito — valor FOB dividido pelo peso líquido — e não representa preço de mercado. Os dados são publicados mensalmente e podem ser revisados pela fonte oficial em divulgações posteriores, alterando levemente séries já apresentadas. O município de referência é aquele declarado na operação, o que pode diferir do local efetivo de produção. O resumo mensal de Nova Mutum (código IBGE 5106224) é obtido automaticamente do serviço oficial de municípios do Comex Stat, em US$ FOB e quilograma líquido, com histórico controlado de sessenta meses encerrados na última competência divulgada. Competências sem qualquer registro nos dois fluxos não são criadas; quando a fonte divulga apenas um dos fluxos no mês, o outro é registrado como ausência de operações e essa condição fica anotada no próprio registro. Cada valor guarda a publicação de origem, o endereço consultado, o método de coleta e a data e hora da consulta, e revisões oficiais posteriores atualizam o valor mantendo a contagem de revisões. O detalhamento por produto, país e produto por país também é obtido automaticamente do mesmo serviço oficial de municípios, em consultas anuais separadas por posição SH4, capítulo SH2, país e cruzamento entre posição e país, com histórico a partir de 2016. Os capítulos SH2 são divulgados pela própria fonte e não resultam de soma das posições; por isso capítulo e posição são exibidos separadamente e nunca somados entre si. Os países são identificados pela tabela oficial de países do MDIC/SECEX, e nomes que não constam dessa tabela não são convertidos em código, ficando registrados como inconsistência. Cada competência detalhada é conferida contra os totais mensais já homologados em quatro conferências independentes — posição SH4, capítulo SH2, país e posição por país —, avaliadas separadamente para valor e para peso. A conferência é classificada em quatro níveis: exata, quando a diferença é zero; residual, até um centésimo por cento, compatível com arredondamento da fonte; de atenção, acima de um centésimo e até meio por cento; e de erro, acima de meio por cento. Quando o total mensal oficial não está disponível, a competência fica registrada como não comparável, sem transformar ausência em zero. Diferenças de atenção e de erro geram alerta interno para investigação, com registro do total oficial, do total detalhado, das diferenças, do número de linhas e dos parâmetros da consulta, e nunca alteram os totais oficiais nem redistribuem valores entre produtos, capítulos ou países. Há ainda uma conferência secundária entre capítulo e posição, usada apenas como controle de qualidade. Produtos e países sem divulgação em um mês não são criados como zero, e a participação de cada item é calculada sobre o total do mês do respectivo fluxo. O comparativo regional de comércio exterior utiliza exclusivamente dados oficiais do Comex Stat/MDIC, sem dados demonstrativos. A lista de recortes comparados é única e vem da configuração oficial do Observatório: os oito municípios monitorados, além de Mato Grosso (código 51) e Brasil (código 1) como referências. Os municípios são apurados pelo município declarado na operação; Mato Grosso e Brasil resultam de agregação dos municípios do Comex Stat e, por serem apurações de natureza diferente, aparecem em bloco separado, ficam fora de ranking, média, mediana e posição, e só recebem cálculo de participação quando a apuração é metodologicamente comparável. Por padrão a comparação usa o último período comum a todos os municípios; o modo opcional de último dado disponível é acompanhado de aviso de que as competências podem ser diferentes. Ausência de dado é sempre exibida como ausência e nunca convertida em zero; zero aparece somente quando é zero oficialmente declarado. Média, mediana e extremos são calculados apenas com os municípios monitorados, e a participação no grupo é a razão entre o valor do município e a soma desses mesmos municípios. O ranking é descritivo, ordenado por valor, sem qualquer qualificação de desempenho. O indicador em dólares por habitante é um cálculo ACENM/CDL que divide o valor do Comex Stat pela população oficial do IBGE, com o período de cada componente informado, e é uma razão estatística que não representa renda, salário nem poder de compra. Os perfis regionais de produtos e destinos são leves: apenas as cinco principais posições SH4 e os cinco principais destinos gravados por município na competência exibida; o detalhamento completo permanece exclusivo de Nova Mutum. A atualização regional é mensal, com registro de um job principal e um subjob por recorte territorial, reprocessamento individual em caso de falha parcial e gravação idempotente que nunca apaga valores já homologados.

11. Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE)

O bloco de produção agrícola municipal tem como fonte única a Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, obtida pela API oficial de agregados do SIDRA na tabela 5457, no nível de município, para Nova Mutum – MT (código 5106224). A PAM é uma pesquisa anual de resultados consolidados e não uma estimativa da safra corrente: o último ano publicado é sempre anterior ao ano civil em curso, e o Observatório nunca projeta o ano corrente a partir dela. São preservadas cinco variáveis oficiais, cada uma na sua unidade de origem: área plantada ou destinada à colheita e área colhida em hectares, quantidade produzida na unidade própria de cada produto, rendimento médio em quilogramas por hectare e valor da produção em mil unidades da moeda vigente no ano. Área plantada ou destinada à colheita e área colhida são grandezas distintas e nunca são somadas entre si; quantidades de produtos com unidades diferentes também não são somadas, e produtos assinalados com asterisco pelo IBGE têm unidade própria, como mil frutos ou mil cachos, ficando fora dos rankings em toneladas. O rendimento médio nunca é agregado entre produtos, porque é uma razão entre produção e área colhida de cada lavoura. O total das lavouras exibido é o total oficial publicado pelo IBGE, sempre distinguido de qualquer soma de produtos feita pelo Observatório. O valor da produção é nominal: ao longo da série a moeda mudou (cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro real e real), e por isso valores de moedas distintas não são comparáveis nem deflacionados. Os símbolos oficiais da fonte são preservados com significados distintos: o hífen indica valor zero absoluto, o zero indica valor arredondado inferior à unidade adotada, dois pontos indicam que o dado não se aplica, três pontos indicam dado não disponível e o X indica valor inibido para não identificar o informante. Nenhuma dessas situações é convertida em zero, e ausência de dado é sempre exibida como ausência. Produtos são identificados pelo código e pelo nome da classificação oficial; mudanças de classificação e recortes descontinuados aparecem apenas nos anos em que foram efetivamente publicados, sem retroprojeção. Variações percentuais são calculadas exclusivamente entre anos consecutivos com valor informado nas duas pontas. A coleta é idempotente: reexecutar não duplica observações, revisões da fonte são registradas como atualização e uma falha na coleta nunca substitui a última versão válida já carregada. Não integram este bloco a pecuária municipal, dados da CONAB e do IMEA, preços de commodities, estimativas da safra corrente, comparativo regional, capacidade de armazenagem, valor bruto da produção próprio da ACENM/CDL e cruzamentos com exportações.

12. Pecuária Municipal (PPM/IBGE)

O bloco de pecuária municipal tem como fonte única a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do IBGE, obtida pela API oficial de agregados do SIDRA no nível de município, para Nova Mutum – MT (código 5106224), nas tabelas 3939 (efetivo dos rebanhos), 74 (produção de origem animal), 3940 (produção da aquicultura), 94 (vacas ordenhadas) e 95 (ovinos tosquiados). A série histórica de efetivos e de produção de origem animal começa em 1974 e a aquicultura em 2013; anos e itens sem publicação permanecem indisponíveis, sem retroprojeção nem preenchimento. A PPM é uma pesquisa anual de resultados consolidados: o último ano publicado é sempre anterior ao ano civil em curso e o Observatório nunca projeta o ano corrente. O efetivo dos rebanhos tem como referência 31 de dezembro do ano pesquisado e é um estoque de animais existentes nessa data; a produção de origem animal e a produção aquícola referem-se ao período de janeiro a dezembro e são fluxos do ano civil. Estoque e fluxo são grandezas distintas, nunca somadas nem comparadas entre si, e a referência temporal é informada em cada tela, tabela e exportação. Espécies diferentes não são somadas: não existe nenhum total de animais no Observatório, e o ranking de espécies é apenas descritivo. Recortes contidos em outro item são preservados separadamente e nunca somados ao item que os contém, como matrizes de suínos em relação ao rebanho suíno total e galinhas em relação ao total de galináceos. Vacas ordenhadas e ovinos tosquiados são indicadores relacionados ao rebanho, apurados ao longo do ano, e não espécies adicionais: não são somados aos efetivos. Cada produto conserva a unidade oficial publicada — leite em mil litros, ovos em mil dúzias, mel, casulos e lã em quilogramas, peixes em quilogramas e alevinos e larvas em milheiros — e quantidades em unidades diferentes nunca são somadas; por isso as comparações entre produtos são feitas pelo valor da produção, a única grandeza comum. O total oficial publicado pelo IBGE é sempre identificado como total da fonte e distinguido de qualquer soma feita pelo Observatório; quando a fonte não publica quantidade total, por unidades heterogêneas, essa condição é exibida como tal e nunca convertida em zero. Os valores da produção são nominais, na moeda corrente de cada ano — cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro real e real —, preservados exatamente como publicados, sem deflacionamento e sem comparação entre moedas distintas. Não há qualquer estimativa de valor do rebanho: o IBGE não publica esse dado e o Observatório não o calcula. Os símbolos oficiais da fonte são preservados com significados distintos: o hífen indica zero absoluto, o zero indica valor arredondado inferior à unidade adotada, dois pontos indicam que o dado não se aplica, três pontos indicam dado não disponível e o X indica valor inibido para não identificar o informante; ausência de dado nunca é apresentada como zero. Variações percentuais são calculadas somente entre anos consecutivos, para a mesma espécie ou produto e a mesma unidade. Os indicadores derivados são identificados como cálculo ACENM/CDL e são razões explicitadas, não dados publicados pelo IBGE: a produtividade de leite por vaca ordenhada, calculada apenas quando produção e vacas ordenhadas do mesmo ano estão informadas, e as cabeças de bovinos por habitante, calculadas apenas com a população oficial do IBGE do mesmo ano. A PPM é uma estatística municipal produzida por metodologia própria e não é censo individual de propriedades, não equivale ao Censo Agropecuário e não representa animais abatidos, peso de carcaças nem produção frigorífica; a produção anual de leite da PPM também não equivale ao volume industrializado da Pesquisa Trimestral do Leite. A coleta é idempotente: reexecutar não duplica observações, revisões da fonte são registradas como atualização com contagem de revisões e uma falha na coleta nunca substitui a última versão válida já carregada. Não integram este bloco abate municipal, frigoríficos, peso de carcaças, preços de boi gordo, suíno e leite, dados de INDEA, MAPA, CONAB e IMEA, pesquisas trimestrais, comparativo regional, armazenagem, custo de produção, Censo Agropecuário, projeções e cruzamentos com exportações.

12.1. Safra Atual e Estimativas (CONAB)

O bloco de safra corrente tem como fonte oficial o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos da CONAB, obtido diretamente das planilhas oficiais publicadas em cada levantamento do boletim, sem intermediários e sem estimativa própria. Os levantamentos são descobertos dinamicamente no boletim oficial: o Observatório não fixa qual é o levantamento mais recente, e cada retrato guarda a safra, o número do levantamento, a data de publicação oficial e o endereço do boletim, da planilha e da apresentação utilizados. A CONAB publica a safra por unidade da federação e para o Brasil; não existe divulgação municipal. Por isso este bloco apresenta exclusivamente Mato Grosso e Brasil e em nenhuma hipótese municipaliza, rateia ou aproxima esses números para Nova Mutum — o dado municipal consolidado continua sendo o da Produção Agrícola Municipal do IBGE, de natureza distinta e nunca comparado diretamente com estimativa de safra corrente. A safra agrícola é identificada no formato de ano-safra, como 2025/26, porque o ciclo atravessa dois anos civis; a safra anterior é apresentada como comparação publicada pela própria fonte no mesmo levantamento, e não como cálculo do Observatório. As unidades oficiais são preservadas exatamente como publicadas: área plantada em mil hectares, produtividade em quilogramas por hectare e produção em mil toneladas. Nenhuma conversão é aplicada e nenhuma unidade genérica é atribuída. Produtividade é uma razão entre produção e área e nunca é somada nem ponderada por iniciativa própria. Algodão em pluma e algodão em caroço são produtos distintos, com produtividades distintas, e nunca são somados entre si. O milho é publicado por ciclo — primeira, segunda e terceira safra — e também com total divulgado pela própria CONAB; o total exibido é sempre o total oficial da fonte, identificado como tal, e a soma dos ciclos é usada apenas como conferência interna de consistência, informada em relatório de reconciliação. Zero informado pela fonte e ausência de informação são situações diferentes: ausência nunca é convertida em zero, e cada observação carrega a situação registrada e o valor exatamente como aparece na planilha. Como cada levantamento é uma estimativa em revisão, o Observatório guarda todos os levantamentos carregados da safra e apresenta o histórico de revisões levantamento por levantamento, com a variação entre levantamentos consecutivos calculada apenas para a mesma cultura, o mesmo ciclo, a mesma variável, a mesma unidade e o mesmo recorte territorial. Estimativa de safra corrente não é resultado consolidado: os números mudam entre levantamentos por definição, e nenhuma revisão apaga o retrato anterior. A coleta é idempotente — reexecutar não duplica observações —, tem repetição com espera progressiva em caso de instabilidade da fonte, registra cada execução com situação e avisos e nunca substitui a última versão válida já carregada quando falha; levantamentos antigos sem planilha estruturada disponível permanecem simplesmente não carregados. O IMEA é registrado como referência documental oficial do Médio-Norte e de Mato Grosso, com link para os relatórios públicos, porque sua conjuntura de safra é divulgada em relatórios em PDF sem série estruturada aberta; nenhum número do IMEA é extraído, estimado ou apresentado como dado do Observatório. Não integram este bloco preços e cotações de commodities, comparativo regional do agronegócio, armazenagem, custo de produção, abate, dados de INDEA e MAPA, projeções próprias e qualquer cruzamento com exportações.

11.1. Agronegócio — demais blocos (integração pendente)

Os indicadores agrícolas são organizados por safra agrícola, e não por ano civil: a safra 2025/26, por exemplo, abrange o plantio iniciado em 2025 e a colheita concluída em 2026. Área plantada é a área semeada; área colhida é a efetivamente colhida, podendo ser menor em caso de perdas. Produção é apresentada em toneladas e produtividade em quilogramas por hectare, com opção de exibição em sacas por hectare considerando a equivalência de 1 saca para 60 quilogramas — a conversão é apenas de exibição, sem alterar o dado de origem. A produtividade agregada de uma cultura é calculada como a produção total dividida pela área plantada total do recorte selecionado. O milho é apresentado com distinção entre primeira e segunda safra (safrinha). No algodão, produção e produtividade podem ser publicadas em algodão em caroço ou em pluma conforme a fonte; o Observatório não realiza conversão automática entre as duas formas. Os percentuais de plantio, colheita e comercialização referem-se à área acompanhada pela fonte, cujo recorte geográfico é sempre informado. Estimativas de safra são revisadas ao longo do ciclo agrícola, de modo que números já publicados podem mudar. Preços de commodities são apresentados sempre com produto, valor, unidade, praça ou região de referência, data e fonte; preços regionais ou estaduais nunca são apresentados como preços municipais. O valor da produção exibido como Estimativa ACENM/CDL resulta da multiplicação da produção estimada por um preço de referência e é sinalizado como estimativa própria, não substituindo o valor oficial da produção agropecuária. A participação do agronegócio nas exportações usa uma tabela própria de classificação dos códigos do Sistema Harmonizado: somente códigos marcados explicitamente como agropecuários entram no numerador, e o valor não classificado é informado junto ao resultado. As leituras automáticas descrevem variações observadas e não atribuem causas a clima, câmbio ou decisões de mercado.

12. População e Território

Os dados populacionais têm origens distintas e nunca são misturados. O Censo Demográfico é uma contagem completa da população, realizada aproximadamente a cada dez anos; as estimativas de população são cálculos anuais do IBGE para os anos em que não há Censo. Cada referência é armazenada com o seu tipo — Censo, contagem, estimativa ou projeção — e apresentada separadamente: séries de estimativas mostram apenas estimativas, e os Censos são exibidos em bloco próprio, com o ano indicado. Um Censo nunca sobrescreve uma estimativa, e o inverso também não ocorre; quando as duas referências existem para o mesmo ano, aparecem lado a lado apenas como informação, sem soma. A coleta é automática a partir do IBGE/SIDRA: estimativas anuais na tabela 6579 (variável 9324), população dos Censos históricos na tabela 200, Censo 2022 na tabela 4714, população por sexo e faixa de idade na tabela 9514, situação urbana e rural na tabela 10211 e domicílios particulares permanentes ocupados, moradores e média de moradores na tabela 4712. Anos ou faixas em que o IBGE não publica valor permanecem sem dado, nunca como zero, e nunca são preenchidos por interpolação, projeção ou cálculo próprio. O crescimento médio anual é a taxa geométrica entre o primeiro e o último ano da série de estimativas; o crescimento acumulado em cinco e dez anos e os habitantes adicionados comparam apenas pontos da mesma série de estimativas, e o resultado só é exibido quando os dois anos existem oficialmente. A pirâmide etária usa os grupos oficiais de cinco anos da própria tabela 9514, sem reagrupamentos que alterem os limites publicados; a razão de sexo é o número de homens por cem mulheres no mesmo Censo, a razão de dependência relaciona a população de 0 a 14 anos e de 60 anos ou mais à população de 15 a 59 anos, e a taxa de urbanização é a população urbana dividida pela população total do Censo. A média de moradores por domicílio é a divulgada pelo IBGE, não recalculada pelo Observatório. A área territorial é a área oficial em quilômetros quadrados, com o ano de referência informado, e a densidade demográfica resulta da divisão da população estimada mais recente pela área territorial — como as duas informações podem ter anos diferentes, os dois períodos são sempre exibidos. Não há projeções populacionais, cenários ou estimativas próprias.

13. PIB e Estrutura Econômica

O Produto Interno Bruto municipal vem do IBGE/SIDRA, tabela 5938 — PIB dos Municípios, coletada automaticamente pela API oficial de agregados para toda a série anual disponível (2002 em diante). Os valores são a preços correntes, com defasagem de cerca de dois anos em relação ao ano de referência e sujeitos a revisão: por isso o PIB mais recente disponível é sempre anterior aos indicadores mensais do Observatório, e os períodos não são uniformizados. As variações apresentadas são nominais, calculadas sobre valores correntes, sem deflação por índice de preços, e não representam, isoladamente, crescimento real da economia. O PIB per capita não existe na tabela 5938 e continua sendo o valor oficial divulgado pelo IBGE Cidades@ para o ano de referência, cuja população de referência é indicada no próprio indicador; ele não representa renda média individual. A participação no PIB de Mato Grosso compara o município e o estado sempre no mesmo ano de referência. A estrutura econômica apresenta o Valor Adicionado Bruto por atividade — agropecuária, indústria, serviços e administração pública —, que são categorias mutuamente exclusivas: o grupo Serviços não inclui administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social. A participação de cada atividade é calculada sobre o VAB total, e os impostos líquidos de subsídios sobre produtos são apresentados separadamente, com participação calculada sobre o PIB, pela identidade PIB = VAB total + impostos líquidos. Cada ano coletado passa por verificação dessa identidade e da soma das participações setoriais; anos em que o IBGE ainda não publicou o valor adicionado aparecem sem dado, nunca como zero. Como o VAB por atividade é publicado com defasagem maior que o PIB total, a composição setorial pode se referir a um ano anterior ao do PIB, sempre informado na tela.

14. Indicadores Per Capita e Frota

Os indicadores per capita combinam fontes com periodicidades diferentes e, por isso, cada razão informa explicitamente o período de cada componente: o PIB per capita usa o ano do PIB; empregos formais por mil habitantes usam o estoque oficial de vínculos formais do Novo Caged, quando disponível para a competência, com a estimativa populacional mais recente; exportações per capita usam o último ano civil com doze meses completos no Comex Stat; estabelecimentos por mil habitantes usam a base empresarial na data do último processamento, disponível apenas para Nova Mutum. Essas razões são indicadores de dimensão relativa e não devem ser lidas como séries homogêneas. A frota de veículos vem de dados oficiais da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito, Ministério dos Transportes), a partir das planilhas mensais “Frota por Município e Tipo de Veículo” publicadas no portal gov.br e coletadas automaticamente pelo Observatório: a competência processada é sempre a última efetivamente publicada, nunca uma data fixa. Os dados correspondem a veículos com placa registrados na base Renavam do município e não representam necessariamente veículos em circulação no território. As denominações de tipo de veículo são mantidas exatamente como publicadas pela Senatran, e cada competência passa por verificação de fechamento: a soma das categorias é comparada ao total oficial da própria planilha, e qualquer diferença é registrada e sinalizada sem alterar o dado oficial. Mato Grosso e Brasil são obtidos por agregação das linhas municipais do mesmo arquivo oficial, o que mantém a apuração comparável. Indicadores agrupados são identificados como cálculo ACENM/CDL e não como classificação da Senatran: a frota logística soma caminhão, caminhão-trator, reboque e semirreboque; o grupo de duas rodas soma motocicleta e motoneta. Veículos por mil habitantes dividem a frota da competência pela população oficial do IBGE, com o ano da população sempre informado. No comparativo regional, o padrão é a última competência comum a todos os municípios monitorados; o modo “último dado disponível” é opcional e exibe aviso de que os recortes podem estar em meses diferentes. A ordenação entre municípios é descritiva, sem juízo de melhor ou pior, e médias, medianas e participações consideram apenas o grupo de municípios monitorados. Ausência de informação permanece sem dado, nunca como zero; zero aparece somente quando é zero oficial. O Observatório não desagrega frota por combustível, marca ou modelo.

15. Finanças Públicas Municipais

As informações fiscais têm como fonte primária o Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), mantido pela Secretaria do Tesouro Nacional, consultado automaticamente pela API oficial de dados abertos do Tesouro (apidatalake), e complementado pelo Portal da Transparência Municipal. Cada relatório tem periodicidade própria e é apresentado separadamente: o RREO (Relatório Resumido da Execução Orçamentária) é bimestral, o RGF (Relatório de Gestão Fiscal) é quadrimestral, a DCA (Declaração de Contas Anuais) é anual. Cada competência do RREO já publica o acumulado do exercício, de modo que bimestres nunca são somados entre si; as receitas tributárias e as transferências do Anexo 03 são acumuladas nos últimos 12 meses e por isso são exibidas em série própria. Os indicadores do RGF são apurados por quadrimestre. Períodos de periodicidades diferentes não são combinados em uma mesma série. Os estágios da receita e da despesa são grandezas distintas e nunca somadas entre si: na receita, previsão inicial, previsão atualizada e valor realizado; na despesa, dotação atualizada, empenho (compromisso assumido), liquidação (reconhecimento da despesa após conferência da entrega) e pagamento (saída efetiva de recursos). INDICADORES FISCAIS: a Dívida Consolidada Líquida (DCL) é a dívida consolidada deduzidas as disponibilidades de caixa e os haveres financeiros, apurada em reais no RGF; a relação DCL/RCL é o percentual apurado sobre a Receita Corrente Líquida ajustada da mesma referência. O limite máximo normativo da DCL dos municípios é de 120,00% da RCL (Resolução do Senado Federal nº 40/2001) e o limite de alerta corresponde a 108,00% da RCL (LRF, art. 59, §1º, IV); não há limite prudencial previsto para a dívida. A Despesa Total com Pessoal é apurada em reais no acumulado de 12 meses e o percentual sobre a RCL ajustada tem como limite máximo 54,00% para o Poder Executivo municipal, com limite prudencial de 51,30% e limite de alerta de 48,60% (LRF, arts. 20, 22 e 59). O valor monetário do limite publicado no demonstrativo é preservado exatamente como informado e apresentado como campo distinto do limite percentual normativo: o percentual normativo nunca é inferido dividindo o valor monetário pela RCL. Essa divisão, quando registrada, é identificada apenas como percentual reconciliado, de uso técnico de validação, e não é rotulada como limite legal, normativo ou máximo oficial. Percentual apurado, limite máximo, limite prudencial, limite de alerta e valor monetário do limite são campos separados e tipados (percentual ou reais). Limites prudencial e de alerta só são exibidos quando informados no demonstrativo ou previstos em norma aplicável. A classificação visual é descritiva e documentada: abaixo do limite máximo informado; próximo ao limite máximo (somente quando o percentual apurado alcança o limite prudencial existente); acima do limite máximo informado; e limite não identificado quando a norma aplicável não puder ser confirmada. O Observatório não emite juízo de legalidade, regularidade ou conformidade das contas municipais. Ausência de informação permanece sem preenchimento e nunca é tratada como zero. O Observatório não realiza projeções, deflação de valores, reclassificação contábil ou juízo sobre a conformidade legal das contas municipais. Os exercícios de 2022 a 2026 já estão carregados com dados oficiais e a atualização é automática e idempotente; o comparativo regional exibe apenas municípios com apuração oficial publicada.

16. Macroeconomia, Inflação, Juros, Câmbio e Combustíveis

Os indicadores macroeconômicos têm como fontes o Banco Central do Brasil (sistema SGS, incluindo a série 432 da meta Selic), o IBGE (Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, que apura o IPCA e o INPC) e a ANP (Levantamento de Preços de Combustíveis). Cada série conserva a periodicidade original da fonte e é apresentada separadamente: câmbio e CDI são diários, os preços de combustíveis são semanais, IPCA e INPC são mensais e a meta da Selic é apresentada por períodos de vigência derivados da série 432. O Observatório não converte periodicidades, não interpola dias sem cotação e não calcula médias mensais próprias. IPCA, INPC, Selic e CDI são indicadores nacionais e o câmbio é a referência PTAX do Banco Central; nenhum é apresentado como inflação, juros ou câmbio municipal. O IBGE não publica IPCA para Cuiabá nem para Mato Grosso, por isso o Observatório não exibe recorte regional de inflação. O CDI anualizado é a série 4389 do SGS (Taxa DI calculada pela B3, % a.a., base 252) e o euro é a PTAX de venda do boletim de fechamento. As variações mensal, em doze meses e acumulada no ano são grandezas distintas, informadas conforme publicadas pela fonte. O Observatório não publica taxa de juro real: a comparação entre a meta da Selic e a inflação de doze meses é apenas leitura de contexto e não substitui o cálculo oficial. Os preços de combustíveis são médias de revenda apuradas semanalmente pela ANP apenas nos postos efetivamente pesquisados. A ANP não pesquisa postos em Nova Mutum: o recorte municipal do Observatório é o levantamento oficial em Sorriso, identificado sempre como referência ANP para Nova Mutum, e nenhum preço é atribuído a Nova Mutum. O comparativo entre municípios usa exclusivamente os municípios de Mato Grosso publicados na fonte oficial, descobertos a partir dos próprios dados carregados, sem lista fixa; Nova Mutum não entra no ranking e aparece como sem levantamento ANP. Mato Grosso e Brasil são recortes oficiais da própria ANP e nunca são reconstruídos por média de municípios. A média simples e a mediana entre municípios são leituras do Observatório ACENM/CDL, apresentadas separadamente da média oficial estadual. O comparativo oferece o modo última semana comum, em que todos os municípios são lidos na mesma semana, e o modo último dado disponível, em que a diferença de semana é sinalizada; semanas sem publicação permanecem sem valor. A paridade etanol/gasolina é a razão simples entre os preços médios dos dois combustíveis e serve como referência de vantagem relativa, sem recomendação de consumo. Não há projeção, deflação, cenário ou texto gerado por inteligência artificial: as leituras automáticas são frases construídas por regras fixas sobre os próprios dados carregados. Enquanto a carga oficial não for realizada, os valores exibidos são demonstrativos e estão assim identificados.

17. Construção Civil

Os dados de construção civil têm como fontes os registros administrativos da Prefeitura de Nova Mutum (alvarás de construção e habite-se) e o Portal da Transparência Municipal, complementados por informações já existentes no Observatório: empregos formais do setor da Construção no Novo Caged e empresas do setor na base do CNPJ. Alvará emitido significa obra autorizada, não obra executada ou concluída; habite-se significa obra concluída e regularizada. Área autorizada e área concluída são grandezas distintas, exibidas separadamente e nunca somadas. A comparação entre autorizações e conclusões é descritiva: não há estimativa de defasagem entre autorização e conclusão, nem projeção de obras futuras. Indicadores por habitante utilizam a população oficial já registrada na plataforma, sem recálculo próprio. O Observatório não estima valor de obra, custo por metro quadrado, produto do setor ou informalidade na construção. Enquanto a carga oficial não for realizada, os valores exibidos são demonstrativos e estão assim identificados.

18. Mercado Imobiliário

O mercado imobiliário é acompanhado por três origens distintas, que não se misturam: transações registradas com valor declarado, oferta de anúncios e a pesquisa própria ACENM/CDL respondida por empresas do setor. Preço anunciado, preço transacionado e valor de avaliação são gravados e exibidos separadamente, pois expressam etapas diferentes da negociação. Mercado urbano e rural, assim como imóveis residenciais, comerciais e terrenos, são tratados como segmentos separados. As estatísticas publicadas incluem média e mediana; a mediana é a referência preferencial por ser menos sensível a valores extremos. Valores atípicos são identificados pela regra do intervalo interquartílico (1,5 vez o IQR) e sinalizados de forma explícita. Nenhum resultado é publicado com menos de dez observações no segmento. A arrecadação de ITBI, reaproveitada do módulo de Finanças Públicas, é indicador fiscal de tributo recolhido e não medida direta de volume de mercado, não sendo somada às transações da amostra. A rentabilidade bruta de aluguel é a razão anualizada entre aluguel e preço, sem custos, vacância ou impostos. Vacância e absorção dependem de metodologia ainda em desenvolvimento e estão assinaladas como tal. Na pesquisa própria, respostas individuais, empresas participantes e negociações específicas são confidenciais e nunca publicadas: apenas agregados são divulgados. O Observatório não avalia imóveis, não recomenda compra, venda ou aluguel e não projeta preços. Enquanto a carga oficial não for realizada, os valores exibidos são demonstrativos e estão assim identificados.

19. Comparativo Regional (IBGE/SIDRA)

O comparativo regional usa exclusivamente dados oficiais do IBGE e do SIDRA, coletados pelas mesmas rotinas dos módulos de população, PIB e território, sem tabelas paralelas. A lista de recortes é única e fica registrada no cadastro do comparativo regional, com os códigos oficiais do IBGE: Nova Mutum (5106224), Lucas do Rio Verde (5105259), Sorriso (5107925), Sinop (5107909), Campo Novo do Parecis (5102637), Primavera do Leste (5107040), Rondonópolis (5107602) e Cuiabá (5103403). Mato Grosso (51) e Brasil (1) aparecem apenas como referência de contexto: nunca entram em rankings, médias ou medianas do grupo de municípios. A comparação padrão usa o último período disponível para todos os recortes com dado, de modo que os valores sejam sempre do mesmo ano; existe também um modo opcional em que cada recorte usa o seu último dado disponível, e nesse caso a tela avisa que os valores não são estritamente comparáveis. Indicadores só são comparados entre si quando têm a mesma metodologia e o mesmo tipo de referência: estimativa é comparada com estimativa e Censo com Censo. Recortes sem o indicador aparecem como dado ausente, nunca como zero, e não afetam médias, medianas ou posições. Média e mediana descrevem apenas o grupo de municípios comparados e não representam o estado nem o país. Nova Mutum é sempre destacada nas tabelas e nos gráficos. As posições de ranking descrevem valores observados de indicadores econômicos e territoriais e não constituem avaliação de gestão, comparação política ou classificação de qualidade. A atualização em lote é sequencial e idempotente: cada recorte é coletado separadamente, falhas em um recorte não interrompem os demais, o resultado pode ser parcial e apenas os recortes que falharam podem ser repetidos. Edições de relatórios já publicadas permanecem inalteradas, pois usam retratos próprios do momento da publicação.

Estrutura preparada para receber a documentação metodológica completa nas próximas etapas.